Ilustração: Ziraldo
O Dia do Saci é comemorado junto ao Halloween, no dia 31 de outubro, com o objetivo de sobrepor o folclore brasileiro à cultura internacional.
O saci
maria da graça almeida
Pula e salta num pé só,
deslocando-se o saci,
se é verdade que ele existe,
eu lhe juro, nunca vi!
Pita fundo seu cachimbo,
baforadas vão pro alto,
a fumaça vai subindo
e maltrata nosso olfato.
O saci chegando perto,
dos cavalos, puxa a crina,
atrevido e tão esperto,
faz-lhes tranças femininas.
Bem vermelho na cabeça,
o saci carrega um gorro.
Que ele aqui não me apareça,
ou eu grito por socorro!
Com cachimbo apagado,
e com ar de desaforo,
quando alguém me pede fogo,
não sou boba... nego e corro!
maria da graça almeida
Melhor explicando, criançada!
Baforadas = golfadas de fumaça do cachimbo, charuto, cigarro, que só servem para adoecer os fumantes e quem estiver por perto .
Ar de desaforo = ar de desafio, de atrevimento.
Crina = pêlo do pescoço e da cauda do cavalo e de alguns outros animais.
* O gorro vermelho, que o saci traz na cabeça, é também chamado de barrete.
Origem do personagem
A história do Saci-Pererê surgiu na região que abrange o Sul do Brasil e partes da Argentina, Paraguai e Uruguai, no território dos índios Guaranis, segundo o presidente e fundador da Sosaci, Mário Cândido da Silva Filho. Por não haver relatos escritos sobre o personagem nessa época, não se sabe direito a data certa do seu nascimento, mas sabe-se que ele era um curumim, uma criança indígena, travesso, conhecedor e defensor da floresta. Além disso, ele tinha as duas pernas, diferente do que foi disseminado ao longo dos anos pelo país.
fonte
Feliz Dia das Bruxas
Com carinho, Pedro